RE-NEW, Festival de Artes Digitais de Copenhaga (Dinamarca).
Pelo segundo ano consecutivo, o RE-NEW abre uma chamada de projectos nas categorias de Performance, Concerto, Vídeo e Instalação.
As propostas deverão ser enviadas até o dia 14 de Fevereiro (23:59 GMT) para a seguinte morada: RE-NEW, c/o Anne Bogh, Howitzvej 29, st. th. DK-2000 Frederiksberg, Denmark.
Para registar-se e submeter um projecto clicar aqui.
Street with a view. E que tal se um grupo de moradores, antecipando a passagem do carro Google que faz o mapeamento fotográfico das ruas, se organizasse para tornar a realidade significativamente mais interessante? Este projecto foi posto em prática por Robin Hewlett e Ben Kinsley, em 2008.
Sintonia total em dois dos maiores Festivais de Artes Digitais (File e Ars Electronica). O deadline para a submissão de projectos é o mesmo para ambos: 5 de Março de 2010. Ao trabalho!
Motivos para mais uma ida a Lisboa. A conferência UXLX apresenta um conjunto de oradores apreciável. Não é proriamente acessível mas parece valer o esforço. Alguns dos nomes presentes: Manuel Lima (visualcomplexity), Dan Saffer (Kicker Studio), Dana Chisnell, Jared Spool, Bill Scott, Donna Spencer...
O último filme que visionei deste mestre da "imagem-movimento" (G. Deleuze) foi L'Anglaise et le Duc (2001) na antiga sala Nun'Álvares (Porto). Fiquei fascinado pela forma desenvolta da narrativa, pelo respeito classicista do guarda-roupa e o exímio trabalho de cenografia digital que o filme apresentava. Rohmer sempre foi um cineasta à parte; já na génese da "Nouvelle Vague" demarcou-se dos seus colegas pela originalidade dos seus textos (foi professor universitário de literatura e romancista) e pela singularidade da sua realização (refuta a utilização de acompanhamento musical - "afasta o cinema do real"). A sua primeira longa metragem Le Signe du Lion (1959) marca todo um estilo, que perdurará até à sua última obra Les Amours d'Astrée et de Céladon de 2007.
Eric Rohmer, Le Signe du Lion, 1959 (Excerto, 3´37´´)
Durante 6 anos (1957-1963) esteve à frente da revista Les Cahiers du Cinéma como redactor chefe, ao lado dos "nouvelle vaguistas" Jean-Luc Godart, François Truffaut e Claude Chabrol. Em 1963 deixa os "Cahiers" (devido a divergências de estilo, nomeadamente com Jacques Rivette), para se dedicar plenamente à realização cinematográfica. Deixará para a eternidade 25 filmes (longas-metragens), dos quais se destacarão talvez, Le signe du Lion (1959) por ter sido o primeiro, Le rayon Vert (1986) por ter recebido o "Lion d'Or" do Festival de Cinema de Veneza, Le Genou de Claire (1970) por ter confirmado o actor Jean-Louis Trintignant, ou ainda L'Anglaise et le Duc (2001) pela sua originalidade (uma das particularidades deste filme prende-se com o facto de todos os planos exteriores serem quadros originais pintados à óleo, nos quais, através da técnica de "matte painting" ou “Choma-key” - cenografia digital -, são incrustados os personagens).
Morre um Cineasta, fica a sua obra. Basta (re)vê-la.
Eric Rohmer, L'Anglaise et le Duc (2001), cenografia exterior - cena de batalha.